"Você ora quando está aflito ou precisa de algo; mas também poderia orar na plenitude de sua alegria e em seus dias de abundância." Khalil Gibran

"Eu amarei a luz porque me mostra o caminho, mas eu vou suportar a escuridão porque me mostra as estrelas" Og Mandino

domingo, 11 de setembro de 2011

Quando o povo de Deus desiste de cantar...


Salmos 137.1-9


INTRODUÇÃO

Um escritor afirmou: “Antigas bênçãos não são suficientes para a vida de hoje nem antigas mágoas devem estragar o presente”.
Este texto fala do cativeiro babilônico. A gloriosa cidade de Jerusalém havia sido invadida, saqueada e destruída por Nabucodonosor em 586 antes de Cristo. O povo de Judá por não ouvir a voz de Deus e por se corromper moral e espiritualmente foi levado cativo.
Foi um cerco doloroso. Os jovens foram esmagados e passados ao fio da espada. As crianças esmagadas sob as pedras. As jovens foram forçadas. Os morreram à espada foram mais felizes do que aqueles que morreram de fome dentro das muralhas. Os que tentavam escapar do cerco da morte eram encurralados pelos Edomitas que festejavam a ruína de Jerusalém.
O povo viveu no cativeiro setenta anos. Aqueles que voltaram estão relembrando o passado. Eles estão vivendo de reminiscências amargas. Eles desenterrando o passado de dor. Estão fazendo incursões pelos corredores sombrios das lembranças que um dia os fizeram sofrer. Eles se lembram quando deixaram de cantar. Eles se lembram quando dependuraram suas harpas. O cativeiro havia passado, mas as memórias amargas não.
De vez em quando somos também assaltados por crises medonhas. A vida fica estranha. Perdemos a doçura da vida. Ficamos amargos, azedos, fechados. Deixamos que as circunstâncias determinem nossas emoções. Deixamos de cantar. Tornamo-nos um poço de amargura.
É fácil cantar em Sião, os cânticos de Sião. Mas, somos chamados a entoar os cânticos do Senhor no cativeiro, no aperto, debaixo da opressão, na dor, no luto, no prejuízo, na afronta, na enfermidade. Não podemos deixar que a crise nos endureça e nos torne secos.
Nossa espiritualidade não pode ficar presa só no contexto do sagrado. Tem gente que é uma bênção na igreja, canta os cânticos de Sião com exultação em Sião, mas ficam amargos e duros e praguejam diante da adversidade, dos problemas e do estranho.
Devemos cantar como Jó: mesmo no prejuízo financeiro, mesmo surrado pela dor luto, mesmo na agonia da enfermidade, mesmo diante da incompreensão conjugal, mesmo que os amigos nos façam acusações levianas. Jó disse: “O Senhor Deus deu, o Senhor Deus tomou, bendito seja o nome do Senhor”.
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